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Tensão no Barcelona: treinador lê comunicado e sai da sala de imprensa

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A situação no Barcelona mantém-se complicada. Depois da derrota com o Bayern Munique na Liga dos Campeões e o empate com o Granada da Liga espanhola, Ronald Koeman tem sido muito contestado pelos adeptos e criticado pela imprensa.

Os maus resultados do Barcelona nos últimos dois jogos e a incapacidade de praticar um futebol eficaz têm originado muitas críticas e uma onda de contestação ao técnico Ronald Koeman. Na conferência de imprensa desta quarta-feira, de antevisão ao encontro frente ao Cadiz, o treinador não respondeu a perguntas dos jornalistas e limitou-se a ler um comunicado, tendo abandonado a sala de imprensa quando terminou.

“O clube está comigo numa situação de reconstrução. A situação financeira do clube significa que temos de reconstruir o plantel sem poder fazer grandes investimentos”, começou por dizer o neerlandês, em resposta aos rumores da sua saída. “O futebol precisa de tempo, os jovens podem tornar-se grandes dentro de dois anos. O ponto positivo é que os jovens poderão ter oportunidades como tiveram Xavi e Iniesta. Mas há que ter paciência”, explicou.

Se a equipa está em reconstrução de plantel, Koeman considera que o Barcelona não pode ter muitas expectativas na Champions. “Estar numa posição elevada no futebol europeu seria um sucesso. Na Liga dos Campeões não se podem esperar milagres. A derrota com o Bayern Munique deve ser vista por esta perspetiva”, disse.

O treinador de 58 anos deixou uma crítica à imprensa, que tem abordado o tema da sua saída do clube. “A equipa deve ser apoiada, em palavras e atos. Não sei se a imprensa reconhece este processo. Não é a primeira vez que acontece na história do Barcelona. Contamos com o vosso apoio nestes momentos difíceis. Nós, enquanto plantel e enquanto jogadores, ficámos muito contentes com o apoio que recebemos dos nossos adeptos no jogo diante do Granada”, acrescentou.

Koeman também prestou declarações à revista Voetbal International, dos Países Baixos, onde referiu que apesar de não ter sido positivo ter perdido com o Bayern Munique, a equipa tem de olhar para a situação atual de forma “sóbria”. “Não olho para as críticas. É preciso olhar para a realidade de uma forma sóbria. Sabia que a situação financeira do clube não era boa, mas não sabia que era tão má. O novo presidente, Joan Laporta, ficou tão surpreendido quanto eu”.

O treinador ainda acrescentou que a saída de Messi teve muito impacto a nível desportivo, pela influência que tinha no plantel. “Lionel Messi escondeu tudo. Ele fazia a diferença. Graças a eles, todos os jogadores pareciam melhores. São bons jogadores, mas com Messi pareciam melhores. A sua saída acabou por destapar os problemas da equipa. Esta não é uma crítica, é uma observação”, disse.

JN

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