Desporto

Preparar um novo caminho de glória

A esperança de vermos renovado o título conquistado em 2016 recai sobre 26 homens. Entre eles há, por um lado, novidades, mas também se notam as ausências de figuras influentes noutros Europeus como João Mário, Nani, Ricardo Quaresma e até mesmo o herói improvável da última edição: Éder, o autor do golo que valeu a conquista do Euro, na final frente à França.

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Cristiano Ronaldo considera Portugal “candidato”, mas não faz promessas Foto: JOSÉ SENA GOULAO/LUSA

Comandada pelo senhor Engenheiro, o selecionador Fernando Santos, a nossa seleção nacional vai tentar defender este título, ainda que esta missão se afigure tudo menos fácil: logo numa primeira fase terá que enfrentar duas enormes seleções, grandes favoritas à vitória – Alemanha e França -, e ainda uma desafiante Hungria, num embate que acontece já na terça-feira (15).

Fernando Santos, que não só conduziu Portugal à vitória em 2016 como também trouxe para território luso a taça da Liga das Nações na sua primeira edição (2018/2019) foi considerado, em 2016, um dos três melhores treinadores do mundo pela FIFA.

Até agora a seleção portuguesa já esteve presente em sete fases finais do Europeu, tendo chegado até à final em duas delas: 2004 e 2016. De todo o seu percurso podemos destacar alguns episódios que ficarão na memória de todos os portugueses, como por exemplo o momento em que o guarda-redes Ricardo tirou as luvas, nos quartos de final do Euro2004, num jogo frente à Inglaterra que precisou de ser decidido através da marcação de grandes penalidades, defendeu o remate de Darius Vassel e ainda marcou o penálti decisivo.

As lágrimas de Cristiano na final do Euro2016, quando se lesionou e teve que ser substituído, são também elas uma marca desse dia histórico. E, é claro,  como esquecer o seu empenho enquanto “treinador adjunto” de Fernando Santos nessa mesma partida? As suas reações arrancaram – e continuam a arrancar – gargalhadas a todos os que assistiram ao momento.

Bem, mas agora é tempo destes guerreiros se focarem neste novo desafio. O primeiro jogo de preparação aconteceu frente à seleção espanhola – Portugal não deslumbrou mas também não desiludiu de todo. Ainda assim foi uma prestação “sofrida” da equipa das quinas, que terminou com um empate sem golos.

João Félix foi bastante criticado pela imprensa espanhola, que chegou mesmo a escrever que depois de ter sido substituído por Pedro Gonçalves “ninguém sentiu a falta dele”.

Já o segundo jogo, desta vez frente a Israel, também esteve longe de ser perfeito – ainda que tenha terminado com uma goleada. O adversário também “ajudou à festa”, não sendo propriamente uma seleção ameaçadora.

Deste último teste antes do arranque da competição resultaram sobretudo duas conclusões: Bruno Fernandes e João Cancelo estão na sua máxima força, mas para além disso, Portugal dispõe de diversas opções de qualidade para fazer um bom – e longo, se tudo correr bem – percurso.

O médio do Manchester United fez da bola gato sapato, marcou dois golos e ainda ameaçou marcar mais um par de vezes. Uma verdadeira lufada de ar fresco em relação ao jogo com a Espanha!

Já Bernardo Silva e João Cancelo, à direita, mostraram ser um casamento próximo da perfeição. Cancelo brindou-nos com velocidade e cruzamentos de outro mundo.

Perto do final da primeira parte, Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo fizeram o 1 e o 2-0, respetivamente, com CR7 a apontar o seu 104.º golo pela seleção – faltam cinco para alcançar o recorde de Ali Daei.

Na segunda metade, já com André Silva, Danilo, Gonçalo Guedes, Pedro Gonçalves e Renato Sanches em campo, (saídas de Diogo Jota, Rúben Neves, Rúben Dias, Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e William Carvalho), o jogo perdeu alguma força.

Ainda assim, Cancelo apontou o 3-0, de pé esquerdo, aos 86’, e Bruno Fernandes bisou e fechou as contas aos 90+1’.

Destaque ainda para a estreia pela seleção nacional do guardião Rui Silva, que atua pelo Granada, e que ainda teve a oportunidade de negar um golo ao melhor em campo dos israelitas, Zahavi.

Testes feitos, o campeão Europeu estreia-se no Euro2020 já na terça-feira, dia 15 de junho, frente à Hungria. O estádio onde decorrerá a partida, considerado um dos melhores da Europa, foi batizado com o nome de Ferenc Puskás, o maior futebolista da história magiar – tem capacidade para perto de 70 mil espectadores e, ainda que em tempo de pandemia, estará completamente cheio.

Em frente, campeões!

Inês Barbosa/MS

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