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Più bella cosa!

Os ingleses bem queriam (e acreditavam tanto ou mais que os franceses em 2016) que ela ia para “casa”… Mas ainda não foi desta! A taça de campeões europeus “fintou” a seleção inglesa e decidiu “trocar” Portugal por il Bel Paese, a Itália. Diz-se por aí que existe uma lei em Milão que exige que as pessoas estejam sempre a sorrir, exceto em funerais e visitas a hospitais – não sei se é verdade ou não… Mas duvido que seja preciso mandar alguém sorrir em Itália nos próximos tempos!

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Créditos: DR.

E por falar em Portugal: Ronaldo alcançou mais uma marca histórica: com 36 anos recebeu o troféu de melhor marcador da prova, com cinco golos (os mesmos que Patrick Schik, mas o português contava não só com uma assistência para golo como também com menos minutos jogados). Cristiano foi o primeiro português a conseguir esta distinção. Ainda assim, tal não foi suficiente para que o internacional português integrasse a Equipa Oficial do UEFA EURO 2020, que é como quem diz o “onze ideal”. A seleção campeã é a mais representada – com Gianluigi Donnarumma, Leonardo Bonucci, Leonardo Spinazzola, Jorginho e Federico Chiesa – seguindo-se a Inglaterra (Kyle Walker, Harry Maguire e Raheem Sterling), a Dinamarca (Pierre-Emile Højbjerg), Espanha (Pedri) e Bélgica (Romelu Lukaku).

Leonardo Bonucci, que marcou o golo do empate em Londres, foi considerado o melhor jogador da final, enquanto que o médio espanhol de 18 anos Pedri, do Barcelona, foi eleito o melhor jogador jovem deste Euro2020 pela UEFA.

O checo Patrick Schick não conseguiu ser o melhor marcador do Euro mas viu o seu golo frente à Escócia – um espetacular remate do meio-campo -, na primeira jornada do Grupo D, ser a escolha do público enquanto melhor tento de todo o torneio. O golo de Cristiano Ronaldo frente à Hungria, que selou a vitória da seleção das quinas na primeira jornada da fase de grupos, também era um dos nomeados.

Bem, mas vamos então recordar o passado dia 11 de julho, o dia da grande final deste Europeu. First things first: para todos os efeitos, os campeões ainda éramos nós! Assim, o troféu teve que viajar de Portugal para Wembley, tendo sido entregue pelas mãos do grande herói da noite do dia 10 de julho de 2016, Éder.

Depois do apito inicial, não tardou até que a Inglaterra se colocasse em vantagem no marcador: foram precisos, na realidade, apenas dois minutos. Um golo madrugador de Luke Shaw que deu ainda mais força aos ingleses que se mostraram bastante dominantes durante a primeira meia hora, não cedendo espaço aos italianos. Mas a seleção de Mancini, qual Fénix, pareceu ter renascido das cinzas e pegou no jogo, controlando-o quase até ao final do prolongamento – prolongamento esse forçado pelo golo de Bonucci, aos 67’.

A decisão recaiu então sobre a marcação de grandes penalidades – um verdadeiro pesadelo para a seleção de Gareth Southgate, que já caiu por sete vezes neste tipo de decisão (duas delas frente a Portugal, no Euro2004 e Mundial2006). Curiosamente, no Europeu de 1996 foi o próprio Southgate quem falhou o penálti decisivo.

A sétima vez aconteceu no passado domingo (11), depois de Rashford, Sancho (ironicamente lançados a segundos de se completarem os 120’) e Saka falharem as suas tentativas.

Donnarumma estava literalmente “noutro mundo” – é que até se perdeu nas contas e, num primeiro momento, nem se apercebeu que ao defender o penálti de Bukayo Saka deu a taça à seleção italiana, 53 anos depois. Está explicada a reação “gelada” que deixou tantos de queixo caído!

O jovem guarda-redes confessou, em declarações à Sky Sports, que “não estava a perceber nada. Depois da defesa ia voltar para o meu sítio e reparei que o VAR tinha dito que não havia nenhuma irregularidade. Depois, só quando vi os meus colegas a correr na minha direção é que entendi que tínhamos vencido”.

O guardião italiano acabaria mesmo por ser eleito, com apenas 22 anos, como melhor jogador do torneio – foi o primeiro guarda-redes a conseguir alcançar tal distinção num Europeu.

Para tal contribuiu não só o facto de ter defendido os remates de Jadon Sancho e Saka nesta final, mas também, por exemplo, do penálti marcado por Morata, que deu a vitória à Itália sobre a Espanha nas meias-finais. Isto já para não mencionar as incríveis exibições com que nos foi brindado ao longo das jornadas, sofrendo apenas quatro golos.

Mas, de facto, existe um dado curioso no que a grandes penalidades diz respeito: Donnarumma, até ver, leva sempre a melhor. Aconteceu por três vezes com a camisola do AC Milan e duas pela seleção (meia-final e final).

Não é portanto de estranhar que esteja já a caminho de um novo clube – o PSG – como também a ser apontado como um dos favoritos à Bola de Ouro 2021. A questão que se impõe é: quem é que tem “mãozinhas” para segurar Donnarumma?

Inês Barbosa/MS

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