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On y va!

Já lá estamos! Foi sofrido – como manda a tradição -, mas Portugal sobreviveu ao Grupo da Morte e está nos oitavos de final do Euro2020, graças a um bis de Cristiano Ronaldo… Quem mais senão ele?

Os jogos do Grupo F foram os últimos a serem disputados. Durante esta semana assistimos a outros jogos que, em alguns casos, confirmaram o que já se esperava, e que noutros ainda valeram algumas surpresas. No grupo A, a fresca, renovada e surpreendente Itália fez um pleno de vitórias e garantiu a passagem à ronda seguinte da competição juntamente com o País de Gales e Suíça, segundo e terceiro classificados, respetivamente, com quatro pontos. Já a Turquia, que não pontuou, voltou para casa.

Também a Bélgica, o adversário de Portugal nos oitavos, fez nove pontos em nove possíveis no Grupo B. A ela junta-se a Dinamarca, com três pontos. O sonho dos russos e dos finlandeses terminou nesta fase. Os Países Baixos, com nove pontos, a Áustria, com seis, e a Ucrânia, com três, foram as equipas que se conseguiram apurar no grupo C – a Macedónia do Norte, que não somou qualquer ponto, ficou pelo caminho.

No grupo D, Inglaterra, com sete pontos, Croácia e República Checa, ambas com quatro, também se apuraram, juntamente com a Suécia (sete) e Espanha (cinco), do grupo E. Escócia, Eslováquia e Polónia disseram adeus. Finalmente, o grupo F. O “Grupo da Morte” prometia… e sem dúvida cumpriu! Emoção não faltou nesta última jornada da fase de grupos. A França era a única seleção que, independentemente dos resultados desta quarta-feira (23) já tinha em sua posse o passaporte para os oitavos.

Com os dois embates – Alemanha – Hungria e Portugal – França – a serem disputados à mesma hora, ficou difícil acompanhar o tanto que foi acontecendo ao longo de 90 minutos. Dois jogos que prenderam adeptos de todo o mundo ao ecrã!

Depois de uma exibição frente à Alemanha que deixou bastante a desejar (para não dizer que desiludiu) e que terminou com a seleção de Fernando Santos derrotada por 4-2, Portugal tinha obrigatoriamente de se aplicar no terceiro encontro do grupo.

O palco desta derrota, o Allianz Arena, em Munique, Alemanha, serviu também de cenário ao que ficou a muito pouco de ser uma das grandes surpresas desta fase de grupos – a Hungria entrou com tudo em campo e aos 11’ conseguiu colocar-se em vantagem. Roland Sallai colocou a bola na grande área, encontrando Szalai que, de cabeça, não deu hipótese a Neuer. Os húngaros seguiram em vantagem para o intervalo e os alemães só conseguiram desatar este nó aos 66’, após um livre de Kimmich. Havertz aproveitou uma má saída de Gulácsi e empatou a partida.

No entanto, bastou um piscar de olhos para a Hungria voltar a colocar o marcador em igualdade: na resposta ao tento alemão, Schafer adiantou-se à defesa e ao guardião alemão e cabeceou para a nova vantagem húngara. Impressionante!

O Allianz Arena por pouco não veio abaixo quando, aos 84’, Goretzka, de pé direito, fez o 2-2 final e qualificou a Mannschaft para os oitavos do Euro 2020

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Portugal’s Cristiano Ronaldo celebrates after scoring his side’s second goal during the Euro 2020. (AP Photo/Armando Franca)

. Do lado de Portugal, as calculadoras voltaram em força, antecipando os cenários que permitiriam o apuramento da seleção das quinas. Já não há ninguém que duvide do nosso talento a fazer “contas” de apuramento…

Numa repetição da final do Euro 2016, desta vez em Budapeste – o campeão da Europa e a campeã do mundo voltaram a ficar frente a frente. Era noite de São João em Portugal, e Cr7 fez questão de puxar do “martelo” e fazer a festa na Puskas Arena, bisando e quebrando mais um par de recordes. A seleção portuguesa mostrou a sua alma e garra lusitana e foi, em muitos momentos, superior à francesa.

Fernando Santos mudou algumas peças e acertou nas apostas: no meio-campo, Renato Sanches e João Moutinho surgiram nos lugares de Bruno Fernandes e William Carvalho. Renato mostrou, mais uma vez, ser um verdadeiro monstro dentro das quatro linhas – um grande jogo do médio que alinha pelo Lille.

Uma primeira parte que deixou o mundo a exclamar “oh la la!”, face à personalidade, técnica e agressividade que a equipa portuguesa demonstrou. Aos 29’, Cristiano Ronaldo converteu um penálti que Lloris cometeu sobre Danilo, que deixou o médio do PSG maltratado.

Portugal estava em vantagem e assim devia ter ido para intervalo, não fosse a (estranha) decisão de Mateo Lahoz, que apontou para a marca dos onze metros num lance dividido à entrada da área entre Semedo e Mbappé. Benzema fez o empate no último dos três minutos de descontos da primeira parte – há seis anos que o francês não marcava pelos “Bleus”.

As sucessivas trocas e baldrocas nos marcadores de ambos os jogos iam atirando Portugal para dentro dos oitavos e para fora do Europeu – bastava ouvir os festejos nas bancadas da Arena Puskás quando a Hungria marcava.

O pior cenário possível – o da eliminação – esteve presente durante uns intermináveis 13 minutos: aos 48’, Pogba isolou Benzema, que voltou a marcar e atirou, nesse momento, Portugal para o último lugar do grupo. O coração começou a falar mais alto do que a razão a partir daqui. Cumpriu-se a tradição e os nervos voltaram a ficar à flor da pele.

Eis que um dos super-heróis desta “final”, Cristiano Ronaldo, voltou a fazer aquilo que melhor sabe fazer: ser decisivo. Conquistou um novo penálti para Portugal e marcou-o. Igualou o recorde mundial de Ali Daei (109 golos ao serviço da respetiva seleção), tornou-se, para já, no melhor marcador desta edição do Europeu, e ainda conduziu Portugal aos oitavos da competição.

Antes disso, a noite não seria só de São João como também de São Patrício, que travou com uma enorme defesa um remate com selo de golo de Pogba. Os portugueses estiveram 90 minutos a suster a respiração mas, no final, respiraram bem fundo. Estamos nos oitavos! Vemo-nos em Sevilha! Siiiiiiiiiim!

Inês Barbosa/MS

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