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Luta na lama

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Não foi fácil mas eles conseguiram – de juba encharcada e enlameada, os leões continuam a rugir no topo da tabela classificativa da Liga NOS. De visita à ilha da Madeira, mais concretamente à Choupana, o Sporting calçou as galochas e fez-se à vida. Ai Filomena, a quanto obrigas!

A depressão que se fez sentir na ilha já havia levado ao adiamento desta partida, mas na passada sexta-feira (8) leões e alvinegros foram mesmo a jogo… ainda que o terreno estivesse mais para um lamaçal do que propriamente para um campo de futebol.

As condições atmosféricas tornaram quase impossível jogar-se no Funchal: a bola “travava” em passes curtos, voava de forma imprevisível em lances aéreos… Mas os leões lá se conseguiram adaptar e o primeiro golo da tarde viria a surgir perto do final da primeira parte: após cruzamento de Nuno Mendes, Pote, ao segundo poste, amorteceu a bola e Nuno Santos finalizou.

Jogando como podia, o Sporting voltou a ficar perto do golo aos 82’, quando Pote, de fora da grande área, enviou a bola ao poste. Jovane Cabral saltou do banco de suplentes para, aos 90’, fazer o 2-0 final no Funchal.

Iuri Medeiros (34’) e Ricardo Horta (67’) marcaram os golos da vitória arsenalista sobre o Marítimo, que ainda reduziu a desvantagem aos 77’, com um tento de Milson.

O embate entre Rio Ave e Portimonense foi decidido na segunda metade da partida: Pelé inaugurou o marcador aos 51’, na marcação de uma grande penalidade, Meshino fez o segundo dos vila-condenses aos 54’ e Carlos Mané, aos 78’, selou o resultado final.

Os vizinhos Moreirense e Vitória SC empataram a dois golos: pela equipa de Moreira de Cónegos marcaram Felipe Martins (15’) e Alex Soares (70’), enquanto que Marcus Edwards (20’) e André André (68’) atiraram a contar pelos vimaranenses.

Também empatado terminou o Boavista – Santa Clara mas aqui apenas com um golo para cada lado: os axadrezados foram os primeiros a marcar, por intermédio de Nuno Santos, mas um golo de Carlos Júnior, aos 38’, restabeleceu a igualdade no Estádio do Bessa.

A vitória por 3-1 frente ao Gil Vicente permitiu ao Farense deixar o último lugar da Liga: Stojiljkovic (10’) e Licá (15’) colocaram os algarvios em vantagem, Lourency ainda reduziu aos 29’, por Lourency, mas já perto do apito final Isidoro fechou as contas no Estádio de São Luís.

Agora com 12 pontos, o conjunto algarvio ultrapassou o Belenenses, Tondela, Portimonense e Boavista, entregando a lanterna-vermelha à outrora equipa sensação: o Famalicão.

Nesta jornada, na receção ao F.C.Porto a turma de João Pedro Sousa foi goleada por 4-1. Taremi foi o homem do jogo, tendo bisado (12’ e 58’) e ainda sofreu o castigo máximo, convertido por Sérgio Oliveira aos 32’. 

Mas lá pelo meio, mais precisamente aos 20’, Diogo Leite fez falta sobre Anderson na grande área do FC Porto e, depois da análise do VAR, foi assinalada uma grande penalidade a favor da equipa famalicense.  Jhonata Robert foi chamado a mostrar serviço e não desiludiu: pelo contrário, marcou de forma perfeita, colocando a bola “onde a coruja dorme”. Já Marchesín apostou no cavalo (que é como quem diz lado) errado.

Aos 89’ foi a vez de João Mário se estrear a marcar com a camisola dos dragões: numa boa transição ofensiva, Luis Díaz percorreu meio campo com bola e já no último terço do terreno entregou-a a João Mário, que, num potente remate, estabeleceu o resultado final.  

Os azuis e brancos somaram a sétima vitória consecutiva no campeonato, consolidando assim o segundo lugar, em igualdade pontual com o Benfica (31) que nesta jornada regressou às vitórias. Depois do empate cedido ao Santa Clara, nos Açores, as águias bateram o Tondela com golos de Seferovic e Waldschmidt. Ainda que o frio pedisse emoções fortes, não se pode dizer que se tenha assistido a um verdadeiro espetáculo de futebol, que fosse capaz de “ferver o sangue”:  os golos só chegaram na segunda parte da partida, e o primeiro até ameaçou ser invalidado por fora de jogo, mas após intervenção do VAR confirmou-se o desbloquear do marcador. Pizzi picou a bola por cima da defesa beirã, Darwin recebe-a e assiste Seferovic, que só teve de encostar, perante uma baliza deserta. Vlachodimos viria a ser crucial para a equipa de Jorge Jesus conseguir os três pontos já que, em cima do minuto 90, evitou, com uma mancha de outro mundo, o golo de Murillo, que viria restabelecer a igualdade. Até ao apito final, o Benfica ainda viu um golo ser anulado a Darwin e acabou por dilatar a vantagem, já nos descontos, com um tento de Waldschmidt, assistido pelo uruguaio.

O Paços de Ferreira somou o quarto jogo sem perder na Liga após bater, por 2-0, o Belenenses SAD. Uma grande penalidade cobrada por Bruno Costa aos 12’ e um cabeceamento certeiro de Diaby aos 90’+1’ fizeram com que a equipa de Pepa subisse ao quinto lugar da tabela classificativa. Já Petit leva quatro partidas sem vencer. 

Inês Barbosa/MS

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