Desporto

Is it coming home?

David Baddiel e Frank Sinner, dois comediantes ingleses, e a banda de rock The Lightning Seeds lançaram a 20 de maio de 1996 aquele que se viria a tornar num dos “hinos” da seleção inglesa de futebol – na altura, o objetivo era assinalar a participação da equipa no Euro96, que teve a Inglaterra como anfitriã. A música foi composta por Ian Broudie, enquanto que Baddiel e Sinner se encarregaram da letra.

Mas este hino tem uma interessante particularidade: ao invés de incentivar os atletas ou de exaltar os feitos já alcançados, a letra desta canção fala sobre as alegrias e tristezas diretamente ligadas ao futebol, tudo isto num tom maioritariamente satírico. O que é certo é que “a coisa pegou”, e é bastante comum ouvirmos o refrão (“it’s coming home”) ser cantado pelos adeptos nos jogos ingleses. Dito isto, estará esta música, 25 anos depois, prestes a fazer realmente sentido? Estará a taça de campeões europeus a caminho do país que, segundo reza a história, inventou o futebol – tal como hoje o conhecemos – em 1863? 

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Crédito: DR.

Só o saberemos este sábado, dia 11 de junho, quando os enfrentarem a outra seleção finalista: a (quase) sempre apaixonante Itália. Uma seleção que se “refrescou” e que voltou a brindar-nos com bom futebol, trazendo de volta as memórias que temos da Squadra Azzurra. 

E como é que chegámos até aqui? Bem, durante esta semana disputaram-se as meias-finais deste Europeu, que opuseram, num primeiro momento, a Itália e a Espanha. Foram 120 minutos de muita emoção e bom futebol, proporcionados sobretudo pela equipa comandada por Luis Enrique, neste que foi o sétimo duelo entre estas duas seleções em Europeus.

Dani Olmo, que “sentou” Morata no banco de suplentes, fez um grande jogo e obrigou Donnarumma a uma primeira grande defesa aos 25’.  Por outro lado, a ocasião mais flagrante do lado italiano surgiu apenas aos 45’, quando Emerson Palmieri, assistido por Insigne, rematou ao poste.

Os golos chegaram então na segunda parte: adiantaram-se os italianos com um grande golo de Chiesa, aos 60’. Numa jogada de contra-ataque, o médio da Juventus aproveitou da melhor forma um corte incompleto de Laporte, enviando a bola, em arco, para o fundo das redes de Simón.

Os espanhóis responderam 20 minutos depois, numa combinação entre Morata e Dani Olmo. Foi o avançado, que também ele alinha pela Vecchia Signora e que foi lançado na segunda metade da partida, que igualou a eliminatória e que empurrou a partida para prolongamento – o terceiro da Espanha neste Europeu. Nada se decidiu nesses 30 minutos e, portanto, seguiu-se a marcação de grandes penalidades. 

Locatelli permitiu a defesa de Unai Simón e Olmo atirou a bola para a bancada. Belotti, Gerard Moreno, Bonucci, Thiago Alcantara e Federico Bernardeschi converteram, mas Morata, que já havia sido herói ao marcar o golo do empate, foi novamente vítima daquilo que já começa a parecer maldição e falhou o penálti. Seguiu-se Jorginho, que não vacilou.

A Itália está, nove anos depois e pela quarta vez, na final do Euro. Poderá ser campeã da Europa passados 53 anos se conseguir superar, na final agendada para sábado (11) a Inglaterra, que afastou a gigante e surpreendente Dinamarca – a seleção que foi, sem dúvida, a grande surpresa desta edição – e conseguiu assim garantir a sua primeira presença de sempre numa final do Euro.

Também esta partida se prolongou por 120 minutos, em grande parte devido à belíssima exibição de Schmeichel.  Damsgaard já tinha deixado um primeiro aviso e, aos 30’, colocou mesmo os dinamarqueses a vencer com um dos melhores golos deste Europeu, na cobrança de um livre direto.

O tento pareceu ter feito com que os ingleses “acordassem para a vida”. Aos 39’, já dentro da grande área, Saka ofereceu o golo a Sterling, mas o defesa dinamarquês Kjaer, ao tentar intercetar o passe, introduziu a bola na própria baliza. Estava feito o empate.

A partir daqui, deu Inglaterra… e Schmeichel! O guardião dinamarquês, filho de Peter Schmeichel e o melhor em campo, foi adiando, por inúmeras vezes, o destino da sua seleção. Para além de um par de boas e importantes intervenções nas primeira e segunda partes, ainda negou um golo a Kane e a Grealish no prolongamento. No entanto, aos 102’ o árbitro da partida assinalou penálti a favor da Inglaterra – Schmeichel ainda conseguiu defender, mas na recarga Kane, capitão da Inglaterra, não voltou a falhar. 

Vejamos para onde viajará a taça que, para já, ainda é de Portugal. Is it coming “home” … or “Rome”?

Inês Barbosa/MS

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