Futebol

Um, dois, três… lá vai o Benfica outra vez!

 

milenio stadium - benfica braga

 

Se na primeira ronda o Benfica fez do Braga o que quis, goleando os minhotos por 6-1, nesta 28.ª jornada a história inverteu-se… e foi a equipa de Carlos Carvalhal a sorrir na receção aos encarnados, quebrando assim um jejum de oito anos sem vencer em casa frente às águias. Os três pontos ficaram na pedreira… e o “melão” foi para a Luz!

Este Braga é, sem dúvida, muito diferente daquele que jogou no reduto do Benfica a 7 de novembro de 2021 – uma equipa muito mais estruturada, organizada e consistente. Já a equipa orientada por Nélson Veríssimo parece seguir o caminho inverso – quando parece estar a “entrar nos eixos” (já não perdia há nove jogos) volta a tropeçar e a borrar a pintura.

A vingança minhota começou então a desenhar-se aos 28’, já depois de Yaremchuk ter obrigado Matheus a aplicar-se (12’) e de Vertonghen ter feito balançar as redes minhotas (o golo acabou por ser anulado por mão na bola do belga). E foi exatamente o defesa que cometeu a falta sobre Ricardo Horta que resultou num livre direto, batido por Iuri Medeiros à entrada da grande área e que teve como destino o fundo da baliza de Vlachodimos.
O Benfica continuava a não conseguir jogar e os irmãos Horta aproveitaram para brindar os adeptos com um belo momento de futebol: Ricardo fez passar o esférico por entre as pernas de Otamendi, isolou André e este ultrapassou o guardião encarnado, ampliando a vantagem (59’).

O terceiro golo do Braga esteve à espreita pouco tempo depois, mas foi mesmo o Benfica a marcar: André Horta cortou a bola com o braço na área e Darwin não falhou na marcação da grande penalidade. Apenas três minutos depois, e assistido pelo uruguaio, João Mário fez o golo do empate.

Emoção não faltou nesta reta final da partida… é que quando os encarnados já começavam a sonhar com a reviravolta, eis que surge a resposta da equipa da casa – e foram precisos apenas dois minutos! Al Musrati cruzou de pé esquerdo para o segundo poste, onde surgiu Vitinha a desviar para o 3-2 final. O Benfica está agora a 15 pontos do F.C. Porto e a nove do Sporting, que venceu o Paços de Ferreira por 2-0.

Os minutos iniciais contaram com pouca pressão leonina e até foi o Paços, numa jogada de contra-ataque, o primeiro a ameaçar o golo. Ainda assim, foi a turma de Rúben Amorim a marcar na primeira oportunidade: e essa oportunidade surgiu depois de Paulinho surgir isolado frente a André Ferreira e este o ter derrubado. Sarabia foi chamado a cobrar a grande penalidade e não falhou.

Já na segunda parte, depois de uma bola de Edwards a bater na barra e no poste da baliza de André Ferreira, uma grande oportunidade de Ugarte e um remate à trave de Sarabia, o segundo golo dos leões acabou mesmo por chegar: Ugarte lançou Nuno Santos com um fantástico passe, e o avançado fez com que a bola passasse por entre as pernas do guarda-redes pacense, estabelecendo o resultado final.

O golo de Safira, aos 11’, da marca dos onze metros, abriu caminho à vitória do Belenenses SAD – algo que é, para os azuis, um verdadeiro tesouro, que lhes permitiu fugir ao último lugar da tabela classificativa. Frente ao Portimonense, o ex-lanterna vermelha ainda dilatou a vantagem perto do apito final, aos 90+5’, por Pedro Nuno, já depois dos algarvios se terem visto reduzidos a 10 unidades por expulsão de Willyan. O Portimonense já soma 14 jogos consecutivos sem vencer.

Ainda que em inferioridade numérica – por expulsão de David Simão, aos 45’ – o Arouca recebeu e venceu a equipa sensação desta edição do campeonato, terminando uma brilhante série de 12 jogos sem perder dos gilistas. André Silva bisou (55’ e 59’, sendo que o segundo foi um grande golo que resultou de um remate atrás do meio-campo), e Lucas Cunha reduziu aos 90+2’ para os visitantes.

Um bis de Kiko Bondoso (16’ e 63’) valeu o regresso do Vizela aos triunfos, na deslocação ao reduto do Estoril. Leonardo Ruiz ainda empatou para os canarinhos aos 35’ mas a equipa da casa acabou mesmo por deixar escapar o ponto.

Também o Boavista, que não vencia há três jornadas, ultrapassou um importante adversário, o Famalicão. Gustavo Sauer inaugurou o marcador aos 16’, de penálti, Musa aumentou a vantagem axadrezada aos 37’ e o venezuelano Jhonder Cadiz, aos 48’, ainda reduziu para os famalicenses.

Os golos de Salvador Agra (12’, de grande penalidade), Rafael Barbosa (86’) e Tiago Dantas (90+6’) marcaram o regresso do Tondela às vitórias – já não vencia há dois meses -, que bateu o Marítimo na Madeira. Os insulares ainda reduziram, por Zainadine, aos 33’, mas não evitaram a derrota.

O dérbi entre o Vitória SC e o Moreirense ficou decidido com um golo solitário de Rochinha, aos 62’, e assim consolidou o sexto lugar dos vimaranenses na Liga, que pode dar acesso às competições europeias. Já o vizinho Moreirense caiu para o último lugar, com 20 pontos.

No fecho da jornada o F.C. Porto venceu, de forma inequívoca, o Santa Clara. Fábio Vieira foi o herói da noite, apontando dois golos em apenas três minutos – o primeiro aos 38’, servido por Vitinha, e o segundo na recarga a uma primeira tentativa de Pepê, que acertou no poste da baliza açoriana.

A vantagem deu confiança aos dragões, que na segunda parte entraram em “modo gestão” mas nem por isso deixaram de voltar a ampliar a vantagem, desta vez por Zaidu: um primeiro remate de Galeno foi defendido por Marco Pereira mas, na recarga, o nigeriano não perdoou, fazendo o 3-0 final.

Inês Barbosa/MS

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