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Entrou como devia, saiu como podia…

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O Benfica voltou a escorregar e acabou por ceder o empate no Bessa, depois de estar a vencer por 2-0. Parece que só uma poção mágica conseguirá fazer renascer este Benfica que começou bem e acabou muito mal… Empatou, mas o Boavista esteve perto do xeque-mate!

Na primeira parte só deu “vermelho”, com a equipa de Nélson Veríssimo a colocar-se em vantagem relativamente cedo: Rafa assistiu Taarabt de calcanhar e o marroquino, com um potente remate de fora da área, desbloqueou o marcador (21’).

O segundo golo chegou com naturalidade, com Grimaldo a colocar o esférico em Darwin, o uruguaio cruzou para Rafa e este viu o seu remate ser defendido por Bracali – Grimaldo surgiu para a recarga e desta vez não falhou. Até ao intervalo o Benfica ainda conseguiu, por duas vezes, voltar a colocar a bola no fundo das redes axadrezadas, mas ambos os golos foram anulados por fora de jogo.

Na segunda parte, o Benfica pôs-se a pensar na morte da bezerra, facilitou e deixou que o Boavista crescesse… e empatasse.

O que parecia um “passeio no parque” depressa se tornou num filme de terror para os benfiquistas: o Boavista surgiu completamente “reconfigurado” e disposto a correr atrás do prejuízo. Os encarnados, por seu lado, entraram em modo gestão e já sem Everton e Taarabt em campo criou-se a receita para a desgraça: aos 74’, Sauer tabelou com Musa e de fora de área atirou a contar para reduzir a desvantagem.

Três minutos depois Hamache enviou uma bola ao poste e aos 80’ Gorré deixou para para Makouta que, dentro da grande área, rematou forte ao ângulo superior esquerdo, sem hipótese para Odysseas e fazendo o empate – que só não deixou de o ser porque Hamache e Musa falharam duas boas oportunidades.

Uma excelente segunda parte dos axadrezados e (mais) uma desilusão para os encarnados, que estão novamente a seis pontos do Sporting, que venceu o Estoril por 3-0.

Uma vitória incontestável, de sentido único e que se tornou ainda mais fácil depois dos canarinhos se terem visto reduzidos a 10 elementos, após expulsão de Raúl Silva, aos 64’.

Nessa altura, os leões já se tinham colocado em vantagem graças a um golo de Pote, “cortesia” de Dani Figueira: o guardião estorilista deixou escapar a bola, após um primeiro remate de Sarabia e o médio apareceu no sítio certo para encostar para o primeiro da noite.

Na segunda metade – e já com o Estoril “coxo” -, Paulinho tocou de calcanhar para Matheus Reis e o defesa brasileiro atirou rasteiro para o 2-0. Este segundo golo foi a “estocada final” num Estoril que, por si só, já estava bastante fragilizado e que a partir deste momento baixou totalmente os braços. O 3-0 não tardou, por isso, a chegar: e que belo golo! Após uma recuperação de bola da linha defensiva leonina, Slimani assiste Sarabia para marcar o golo da noite, num potente remate em arco.

O Gil Vicente recebeu e venceu o lanterna-vermelha Belenenses SAD: Juan Calero abriu o ativo aos 68’ e Élder Santana, aos 78’, fez o 2-0 final. A formação gilista é quinta classificada, com 40 pontos, a quatro do Braga, que venceu na deslocação a Tondela graças a um golo de Ricardo Horta. Yan Couto, num grande cruzamento, deixa o capitão dos arsenalistas na cara de Pedro Trigueira, e este falha um primeiro remate mas não perdoou na recarga. O Tondela está agora no 16.º lugar, com 20 pontos.

Na Capital do Móvel os locais bateram o visitante Vizela por 2-1: os vizelenses, que viram Cassiano ser expulso aos 9’, até foram os primeiros a marcar (Bruno Wilson, aos 24’), mas os golos de Nuno Santos (42’) e Matchoi Djaló (64’) selaram a reviravolta pacense. Aos 85’, Samu também recebeu ordem de expulsão.

Já em Guimarães o Vitória SC foi surpreendido pelo Arouca que, por intermédio de Basso, atirou a contar para o primeiro dos arouquenses (13’). Os vimaranenses chegaram ao empate aos 26’, por Óscar Estupiñán, mas Antony Santos (35’) e Bukia (41’) selaram a vitória do Arouca no D. Afonso Henriques.

Também o Famalicão venceu fora de portas: voou até à Madeira para se superiorizar ao Marítimo pela margem mínima. Um golo solitário de Banza, aos 7’, foi o suficiente para os famalicenses trazerem os três pontos para o Continente. Joel Tagueu falhou uma grande penalidade aos 45+1’ e aos 45+5’ Cláudio Winck recebeu ordem de expulsão.

O F.C. Porto foi a Moreira de Cónegos vencer por 1-0 e assim manteve a vantagem de seis pontos sobre o Sporting. Ainda que o Moreirense se tenha batido bem frente aos dragões, o golo da vitória portista acabaria por chegar aos 40’: Taremi colocou o pé no acelerador, fez um passe atrasado para Evanilson e o brasileiro só teve mesmo que encostar. Quatro minutos depois o árbitro da partida, Luís Godinho, marcou penálti a favor dos cónegos mas acabou por reverter a decisão após consultar o VAR. Um lance polémico e que valeu muitas críticas por parte dos anfitriões.

A segunda parte foi relativamente tranquila, com a equipa de Sérgio Conceição a jogar para defender o resultado, mas os últimos minutos foram de alguma tensão. Para além do livre batido por André Luís que foi direito à trave de Diogo Costa (81’), o guardião portista ainda teve que se aplicar para negar o empate a Derik, já em tempo de compensação. Pelo meio, Grujic e Steven Vitória receberam ordem de expulsão por acumulação de amarelos.

No jogo de encerramento da 23.ª jornada, Santa Clara e Portimonense não foram além do empate: os açorianos adiantaram-se no marcador aos 43’ (Lincoln) mas os algarvios igualaram o marcador aos 80’ (Moufi). Assim, o Santa Clara termina a ronda em 10.º lugar, enquanto o Portimonense é nono.

Inês Barbosa/MS

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