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Cristiano Ronaldo pronto para “nova era” na seleção: “Matar-me? Só com uma caçadeira”

JN

Cristiano Ronaldo, capitão de Portugal, abordou, em conferência de imprensa, os próximos compromissos da equipa das quinas, na nova edição da Liga das Nações, que marca o início da era Jorge Jesus.

A escolha de Jorge Jesus como selecionador nacional foi um dos temas em foco e Cristiano Ronaldo mostrou-se confiante no sucesso de Portugal nos pós-Roberto Martinez.

“Acho que é uma escolha perfeita. É o início de uma nova era, há um ar diferente, conceitos diferentes, táticas diferentes… O que mais desejo é que as coisas possam correr da melhor maneira. Muitos jogadores convocados já trabalharam com o mister Jesus e estamos todos confiantes de que as coisas vão correr bem”, disse Ronaldo, que também deixou palavras de apreço da Roberto Martínez.

“Devemos dar os parabéns ao trabalho do mister Martínez. Agora temos o mister Jorge Jesus, que todos conhecem e tenho a certeza que vai correr bem”, acrescentou.

Depois de um Mundial em que foi muito questionado, CR7 continua convencido de que pode continuar a ajudar a seleção. “Críticas? Às vezes tenho que ser politicamente correto. Sempre fui muito bem recebido em quase todos os sítios, e este foi possivelmente o ano em que senti mais carinho. E sinto que os portugueses gostam de mim, sinto um grande carinho por parte deles, mas também sei que, outros, uma meia dúzia, tentam matar-me… Mas não conseguem, só com uma caçadeira”, afirmou Ronaldo.

“Quando eu sentir que já não estou aqui a fazer nada ou que há mau ambiente, sou o primeiro a fazer a mala e a sair. Se olharem para os números ainda veem a diferença que eu faço. Venho à seleção porque faço a diferença no meu clube. Tudo o que o mister precisar eu estou disponível, seja para jogar, entrar ou não jogar… Ninguém tem mais internacionalizações do que eu e venho porque quero ajudar na seleção”, acrescentou.

Cada vez mais perto de chegar ao golo 1000, Cristiano Ronaldo revelou que gostaria de atingir esse marco com as quinas ao peito. “Vou chegar aos mil golos, tenho a certeza, mas não é uma obsessão. Na seleção ou no Al Nassr? Na seleção, claro. Seria a cereja no topo do bolo”, vincou.

“Eu noto que a vossa preocupação é se o Cristiano está bem para jogar… O Cris é um símbolo de Portugal, embora isso não lhe dê o direito de jogar todos os jogos. Para terem ideia, fizemos um jogo em Hong Kong sem ele e estavam cinco mil pessoas; quando ele jogou, estavam 55 mil. É a diferença…” com estas afirmações o selecionador nacional, presente na mesma conferência de imprensa, arrancou fortes aplausos na sala. “Ele joga amanhã e espero que faça logo um ou dois golos e eu tiro-o logo”, brincou Jorge Jesus.

JN/MS

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