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Atleta paralímpica conta como sobreviveu a bomba detonada pelos pais com ela ao colo

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A história de vida da nadadora paralímpica Haven Shepherd, da equipa dos Estados Unidos, está a fazer correr tinta em todo o mundo. Quando ainda era bebé, Haven sobreviveu à explosão de uma bomba detonada com a intenção de matar a família toda.

Nasceu no Vietname e com apenas 14 meses de idade a sua vida mudou para sempre. Os pais viviam uma relação extramatrimonial e certo dia amarraram uma bomba ao corpo, seguraram a filha e tentaram um suicídio coletivo, porque acreditavam que, se não podiam estar todos juntos, deviam morrer todos juntos. Os progenitores morreram, mas Haven Shepherd sobreviveu, tendo que ser amputada nas duas pernas, do joelho para baixo, devido às lesões graves com que ficou.

Cerca de seis meses depois do incidente, foi adotada por uma família norte-americana e conseguiu uma segunda vida na cidade de Carthage, no estado do Missouri. Foi criada pelos pais Shelly e Rob Shepherd e explicou que lhes está muito agradecida por a terem salvado. “Deram-me o mundo”, referiu.

Em declarações à revista “People”, explicou que não guarda ressentimentos dos pais biológicos. “É uma vida que nunca vivi, não me lembro de nada”. Apesar daquilo por que passou, mantém uma postura positiva em relação à vida, referindo que apenas perdeu as pernas, quando podia ter perdido a vida.

“Temos sempre que ver o lado positivo da vida. Sei que estive numa situação muito má, mas saí e tive uma segunda oportunidade. Aceitei ser única e isso marcou a diferença na minha vida. Aceitar as coisas que não podemos mudar e mudar aquelas que podemos”, disse aos meios de comunicação presentes em Tóquio para os Jogos Paralímpicos.

Haven vai participar nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, ao serviço da equipa dos Estados Unidos. A nadadora vai competir nos 100 metros costas SB7 e 200 estilos SB8. “Os meus objetivos são ser eu mesma e divertir-me. Não venho com grandes expectativas porque se pões expectativas muito altas acabas sempre por te dececionar”.

Colabora com várias fundações, onde educa crianças sobre o desporto paralímpico. “Apenas quero mostrar a toda a gente que os desportistas paralímpos são atletas de alto nível, que apenas têm alguma incapacidade física”.

Para além do desporto, Haven também é modelo e tem como passatempo a pintura. Trabalhou com a marca Tommy Hilfiger como modelo, onde deu conta que “o corpo perfeito não existe”. “Se olhares ao em teu redor todos temos pequenas marcas e todos somos imperfeitos”, concluiu.

JN

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