Ana Rita Oliveira ganha ouro no karaté

A karateca Ana Rita Oliveira sagrou-se campeã da categoria de +68 kg de kumite nos Jogos do Mediterrâneo, elevando para três dezenas as medalhas da Missão portuguesa em Taranto 2026.
A portuguesa Ana Rita Oliveira, de 28 anos, venceu três combates rumo à final, na qual se impôs à montenegrina Jovana Damjanovic, por 4-3. Este ouro é a primeira medalha do karaté português nos Jogos do Mediterrâneo e a 14.ª conquistada por Portugal na cidade italiana, onde a Missão nacional já soma 30 pódios.
A karateca já não ouvia o hino “há algum tempo”, mas voltou a escutar “A Portuguesa” graças ao ouro da categoria de +68 kg de kumite em Taranto 2026, confirmando a profecia do marido Joaquim Mendes. “Foi emocionante [ouvir o hino]. Já não acontecia há algum tempo. E conseguir levar a bandeira de Portugal ao topo da competição faz-me sempre sentir concretizada e fico muito feliz pelo resultado de hoje”, assumiu.
“Foi muito bom. Acho que, ao longo de toda a competição, me senti bastante confiante das minhas capacidades e todas as minhas habilidades e que dentro do tatâmi tinha tudo ao meu dispor para conseguir sair vitoriosa”, resumiu. Para chegar à final, a karateca portuguesa derrotou a bósnia Stefani Kresic (4-0), a cipriota Theodosia Giamouki (1-0) e a kosovar Fortesa Orana (3-0).
“Senti-me sempre bastante apoiada pelos meus colegas de equipa, pelo meu treinador e por toda a Equipa Portugal. E isso fez com que conseguisse sair por cima desta competição”, defendeu.
Na véspera, o seu marido Joaquim Mendes tinha antecipado, depois de perder nos quartos da categoria -67kg, que a Missão portuguesa podia esperar “um bom resultado” de Ana Rita Oliveira, sempre capaz de superar-se e surpreender.
“Se há alguém que acredita mais em mim do que eu própria é o Quim. Devo muito daquilo que eu sou hoje, a maioria daquilo que eu sou hoje a ele, a todo o apoio dele e da minha família, como é óbvio. Por isso sim, acho que ele tinha toda a razão, como muitas vezes tem”, disse com um sorriso.
A vitória da mulher deixou Joaquim Mendes em lágrimas, o que levou a nova campeã mediterrânica a comentar: “sempre que estamos rodeados daqueles que nos querem bem, que nos fazem bem e que acreditam mais em nós do que nós próprios, tem tudo para correr bem”.
“Foi exatamente isso que aconteceu agora: ter o Quim ao meu lado e o Estêvão como treinador simplesmente criou o ambiente perfeito para eu conseguir chegar ao pódio, ao lugar mais alto do pódio”, concluiu.
JN/MS







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