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Águias sem asas

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Jorge Jesus. Crédito DR.

O Benfica chegou a pedir o adiamento do encontro frente ao Nacional, mas os insulares rejeitaram. Quer tenha sido por ter grande parte do seu plantel infetado pela Covid-19 (são, no total, 10 jogadores e 17 membros do staff) ou, simplesmente, pela falta de inspiração que já tem vindo, não raras vezes, a pairar sobre a equipa de Jorge Jesus, o que é certo é que as águias não tiveram asas para alcançar altos voos no encontro desta 15ª jornada e acabaram por se “despenhar” e deixar o segundo lugar escapar.

Muita coisa mudou desde o “banho de bola” (e de golos) da época 2018/2019, altura em que o Benfica esmagou o Nacional por 10-0. Na presente edição da Liga, o Benfica já desperdiçou, nas últimas quatro jornadas, seis pontos – empatou três jogos, sempre depois de estar em vantagem no marcador. Primeiro com o Santa Clara, depois com o F.C.Porto e agora com a turma de Luís Freire.

Depois de uma boa combinação entre Rafa e João Ferreira, Chiquinho colocou o Benfica em vantagem logo aos oito minutos. No entanto, o tento acabaria por ser invalidado pelo VAR, por fora de jogo. Mas aos 14’ o médio de 25 anos acabaria mesmo por atirar a contar: numa jogada individual, Pizzi deixa vários adversários para trás e cruza para o cabeceamento certeiro de Chiquinho.

Numa partida pouco emocionante e onde as oportunidades não abundavam, as fragilidades defensivas do Benfica voltaram a fazer-se sentir, principalmente no golo do empate madeirense: após um lance de bola parada, Róchez antecipou-se a Svilar e João Ferreira e, também de cabeça, restabeleceu a igualdade.

Os encarnados estão agora no último lugar do pódio, a dois do F.C.Porto que aproveitou da melhor maneira este “tropeção”, vencendo o Farense por 1-0… ainda que tenha suado para o conseguir.

Os algarvios não se apresentavam como um adversário fácil, principalmente estando a jogar em casa. Ainda assim, o atual campeão nacional entrou bem na partida e aos 15 minutos, após oito remates enquadrados, conseguiu chegar ao golo. Manafá arrancou pelo lado direito portista, cruzou atrasado para Taremi e este, de primeira, fez o primeiro e único golo da noite.

Aos 19’, o Farense ficou a pedir penálti por mão na bola de Corona, ao intercetar um canto de Amine, mas Manuel Mota mandou seguir.

Ao contrário de Defendi, que somou várias boas defesas neste jogo, Marchesín teve uma noite relativamente tranquila. Ainda antes do apito final, os dragões tremeram.. E não foi pouco! Aos 80’, após cruzamento de Mansilla, Mbemba, ao cortar, envia a bola ao poste e na recarga Hugo Seco atira à barra.

Para acabar de atar os molhos, Pepe e Loum ainda protagonizaram, já depois do final da partida, um episódio que deixou todos de boca aberta: o defesa dirigiu-se ao médio para o cumprimentar, mas o senegalês afastou os braços do capitão dos dragões e disse algo que não se conseguiu perceber. Seguiram-se os empurrões e o caso só não teve um final infeliz graças à rápida intervenção do árbitro Manuel Mota e dos colegas de equipa.

Vitória de Guimarães e Braga venceram, respetivamente, o Famalicão e o Gil Vicente, por 1-0. Pelos conquistadores marcou André Almeida, aos 12’, enquanto que Iuri Medeiros foi o autor do golo que valeu a vitória dos Guerreiros do Minho na Pedreira.

Em Moreira de Cónegos dividiram-se os pontos: o empate a duas bolas frente ao Portimonense deixa a equipa de Vasco Seabra no sétimo lugar, enquanto que os algarvios estão no 13.º lugar.

Cassierra e Tiago Esgaio marcaram os golos da vitória do Belenenses SAD frente ao Tondela e em Vila do Conde o Santa Clara voltou às vitórias: Carlos Júnior fez o 1-0 aos 24’, Meshino empatou passados dois minutos e a um minuto dos 90’ o estreante Morita salvou os insulares, apontando o golo da vitória.

O Paços de Ferreira continua a surpreender e a assumir-se como a equipa sensação desta edição da Liga: nesta jornada bateu fora o Marítimo, com golos de Bruno Costa, aos 29’, Luiz Moreira, aos 48’, e Luther Singh, aos 85’.

Por outro lado, o Boavista parece não conseguir sair da “areia movediça”. Esta jornada somou mais uma derrota, desta feita frente ao líder Sporting. Ainda que tenham demorado um pouco até encontrarem o seu lugar na “selva” axadrezada, os leões chegaram à vantagem no seu primeiro remate: aos 22’, Nuno Santos aproveitou da melhor maneira um cruzamento de Nuno Mendes. O Boavista continuava sem conseguir criar perigo e, já na segunda parte, o autor do primeiro golo leonino entregou o golo a Sporar. No entanto, o esloveno conseguiu fazer o mais difícil e falhou o alvo.

Mas eis que, aos 77’, surge o grande golo de Sporar: o espanhol recebeu a bola a 30 metros da baliza, afastou Hamache e disparou um míssil que só parou no fundo das redes de Léo Jardim.

A equipa de Rúben Amorim manteve assim a distância para o segundo lugar, ocupado pelo F.C.Porto. Já o Boavista continua no fundo da tabela, com 11 pontos.

Não esquecer que na segunda-feira, dia 1, é dia de dérbi entre Sporting e Benfica! Terão as águias “bico” suficiente para se defenderem das afiadas garras dos leões? Veremos!

Inês Barbosa/MS

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