Petróleo canadiano pode competir com Venezuela, diz Carney

O primeiro-ministro Mark Carney afirmou não estar preocupado com a possibilidade de um aumento da produção de petróleo na Venezuela vir a desafiar as exportações energéticas do Canadá, sublinhando que o petróleo canadiano é mais barato, mais limpo e apresenta menor risco.
Carney fez estas declarações numa conferência de imprensa em Paris depois de ser questionado sobre se estaria preocupado com o facto de a investida do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para garantir acesso ao petróleo venezuelano, esta semana, aumentar a necessidade de acelerar a construção de mais um oleoduto de betume desde Alberta até à costa da Colúmbia Britânica.
“O petróleo canadiano será competitivo porque é de baixo risco, claramente de baixo risco, de baixo custo, com grandes progressos feitos na redução dos custos marginais, e de baixo teor de carbono, algo que o projeto Pathways de captura de carbono irá proporcionar”, afirmou Carney. “Isso torna o petróleo canadiano competitivo a médio e longo prazo e temos vindo a diversificar os nossos mercados, e essa é uma das razões pelas quais assinámos o memorando de entendimento abrangente com Alberta, que estabelece as condições para o desenvolvimento de um novo oleoduto de betume até à costa da Colúmbia Britânica”.
Depois de lançar ataques militares contra a Venezuela e de deter o líder venezuelano Nicolás Maduro, Trump afirmou que empresas petrolíferas norte-americanas iriam entrar no país, reparar a infraestrutura petrolífera e supervisionar o setor.
As areias betuminosas do Canadá produzem quase cinco milhões de barris de petróleo por dia, sendo a grande maioria exportada para os Estados Unidos.
Embora a Venezuela detenha as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, o país produziu apenas cerca de 900 mil barris por dia no ano passado, uma queda significativa face aos 3,5 milhões de barris por dia produzidos em 1999.
CBC/MS







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