Canadá

Mundo inspira utentes do Luso a vencerem barreiras

Os utentes da Luso inspiraram-se na diversidade cultural do mundo para nos provar que cada um deles consegue superar as suas limitações. O Luso Canadian Charitable Society (LCCS) foi fundado em 2002 por portugueses e desde aí que tenta melhorar a vida das famílias dos utentes com deficiência.

A gala anual decorreu na LiUNA Local 183 e foi apresentada por Sílvia Marques. Com uma alegria contagiante a mestre de cerimónias foi anunciando as atuações da noite que se inspiraram nos vários continentes. Da Europa estiveram representados cinco países – Portugal, Itália, Grécia, Escócia e Polónia.

Ao Milénio Stadium Jack Prazeres, presidente do LCCS, disse que esta é uma festa muito aguardada. “É um dos nossos eventos preferidos, onde os utentes mostram todas as suas habilidades, desde cantar e dançar até representar. Vivemos várias emoções, choramos e rimos ao mesmo tempo. Revela também o trabalho árduo e a cumplicidade que existe entre eles e o nosso staff. Temos utentes dos quatro cantos do mundo e essa foi a inspiração para o tema deste ano”, adiantou.

A África e a Ásia também estiveram presentes e o público deixou-se levar pela energia dos ritmos das Caraíbas. Quem trabalha de perto com estes lutadores garante que são um exemplo para a sociedade e que o Luso tem de continuar a crescer para que a vida deles seja cada vez melhor.

“Eles ensinam-nos todos os dias. Podíamos aprender a estar mais contentes, a desculpar e a viver em maior harmonia. Eu próprio quando passo por lá acabo por ganhar energias. Por isso precisamos de continuar a angariar dinheiro para construir um centro onde eles possam passar a noite. A lista de espera em Ontário pode chegar a sete anos e estas famílias precisam da nossa ajuda”, alertou Prazeres.

O Centro de dia do Luso tem 69 utentes e as idades vão desde os 21 aos 60 anos. Os programas ajudam a desenvolver as capacidades e a sociabilização e aqui fica um conselho para quem está em casa. “Nós temos muitas atividades divertidas, eles cozinham, fazem trabalhos manuais, passeiam, praticam desporto… Fazemos o possível para que eles se desenvolvam e para que se sintam bem no Luso. Abram os vossos braços e o vosso coração às pessoas e não se foquem apenas nas deficiências”, sublinhou Sónia de Oliveira, responsável pelo programa de dia.

Vestidos a rigor, quando chegou a altura de representar Portugal, os jovens talento dançaram ao som de “Como é linda a minha aldeia” e “Já que a vida é um malhão” e tiveram até a ajuda do público. Na plateia encontrámos duas mães que agradecem o apoio do Luso e que lamentam que a sociedade continue a lidar mal com a diferença.

“O meu filho é autista e tem dificuldade em interagir com os outros e em se expressar. Ele adora estar em casa, mas quando lhe perguntamos se quer ir até ao Luso fica logo todo contente. Algumas pessoas não sabem lidar com pessoas diferentes, um dia fomos a um restaurante e um dos clientes perguntou-nos se ele era estúpido”, contou Isabel Morais, mãe de Steven, um jovem com 27 anos.

“A minha filha já sofreu muito. Aos dois anos foi operada ao coração e depois começaram os ataques de epilepsia. Na escola ela nunca se desenvolveu, mas no Luso aprendeu a ler e a escrever. Agradeço muito a todos eles, para mim são como uma segunda família”, disse Conie Estevao, mãe de Marlene que está há seis anos no Luso.

Em 1992 as Nações Unidas criaram o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, uma data que se comemora a 3 de dezembro e que pretende despertar para a necessidade de incluir em vez de excluir.

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