Canadá

Luso-canadiana quer ser a primeira portuguesa a subir aos Sete Cumes do Mundo

Para promover uma causa solidária, Ema Dantas, emigrante portuguesa no Canadá, já escalou dois e faltam cinco montes para cumprir os Setes Cumes do Mundo, um desafio que poucos já completaram.
“Não é um desporto muito habitual para mulheres, pelo menos muitas mulheres não têm subido os cumes. Achei que seria um desafio para ajudar a CAMH (acrónimo em inglês de Centre for Addiction and Mental Health), pois está na altura de tratar a saúde mental como uma outra doença, como o cancro”, afirmou à Lusa Ema Dantas, 50 anos.
Financiada através do setor privado nas várias expedições, a empresária e tradutora espera angariar no final desta verdadeira aventura 700 mil dólares canadianos, que serão canalizados para um novo centro da CAMH, a ser inaugurado em 2020.
Filha de emigrantes de Miranda do Douro, distrito de Bragança, Ema Dantas veio para o Canadá, com apenas cinco anos, sendo inspirada pela sua mãe já falecida em 2013 aos 66 anos, afetada por problemas mentais.
“Em 2020 pretendemos concluir a expedição, altura em que CAMH tenciona abrir uma nova clínica e os nossos fundos angariados serão disponibilizados para aqueles serviços”, explicou Ema Dantas.
Com duas metas já alcançadas, em outubro de 2017, a Pirâmide Carstensz (Papua Nova Guiné, Indonésia), e em janeiro de 2018, o Kilimanjaro (Tanzânia), até final do ano, a luso-canadiana pretende subir o Monte Elbrus na Rússia (final de junho) e o Monte Vinson, na Antártica (final de novembro).
Ficam a faltar o Monte Evereste (Nepal), Aconcagua (Argentina), Denali (Alasca, Estados Unidos) e o Monte Kosciuszko (Austrália).
“Tenho de fazer oito cumes em vez de sete porque há duas versões dos sete cumes. A versão de Dick Bass e de Reinhold Messner. A maioria dos alpinistas para ficarem com o certificado dos sete cumes, fazem os oito, porque desta forma ninguém o pode contestar”, explicou.
Há cerca de um ano Ema Dantas criou a Fundação Peaks for Change, uma instituição que quer fazer a diferença, apoiando causas solidárias.
Num futuro próximo, a fundação pretende trabalhar noutras áreas, ajudando as crianças e adultos em países do terceiro mundo “mais necessitados” garantindo-lhes “cuidados médicos”, entre “outras necessidades básicas”.
A primeira gala da fundação está marcada para o dia 28 de abril, no Mississauga Convention Centre, às 17:30.

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