
Na manhã seguinte à conquista de uma maioria tangencial pelos Liberais, o líder conservador Pierre Poilievre afirmou que o Primeiro-Ministro Mark Carney já não tem desculpas perante os canadianos. “O poder absoluto traz responsabilidade absoluta”, declarou Poilievre na Câmara dos Comuns, sublinhando que o governo terá agora de apresentar resultados sem culpar terceiros.
Com o apoio de cinco deputados que mudaram de bancada e vitórias em eleições parciais, os Liberais formaram uma maioria menos de um ano após as eleições gerais. Embora seja uma maioria curta, esta garante ao partido o controlo de procedimentos cruciais: podem agora vencer qualquer votação na Câmara, desde que a bancada vote unida, e têm o poder de limitar o tempo de debate de novas leis.
Atualmente, os Liberais ainda não controlam as comissões parlamentares, onde Conservadores e o Bloc Québécois ainda podem unir-se para travar legislação. Contudo, com a nova maioria, os Liberais têm agora votos suficientes para aprovar uma moção que reconstitua as comissões a seu favor.
Reações da Oposição
- Bloc Québécois: Apesar de ter perdido uma eleição parcial renhida em Terrebonne, Yves-François Blanchet mostrou-se otimista, argumentando que o seu partido resistiu melhor do que os outros e está bem posicionado para o futuro.
- NDP: Com a perda de influência que detinha no governo minoritário, a deputada Jenny Kwan apelou aos novos deputados liberais para que “digam a verdade ao poder” em vez de apenas seguirem as diretrizes do partido.
- Partido Verde: Elizabeth May, cujo voto único foi decisivo em orçamentos anteriores, admitiu que é menos provável que os Liberais a procurem agora, embora defenda que, sendo uma maioria tão curta, “cada voto continuará a contar”.
Mark Carney justificou a necessidade da maioria para acelerar a agenda governativa, focando-se na estabilidade política e na soberania nacional.
CBC/MS







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