BlogPortugal

Vendas de máquinas de café dispararam 200% desde início da pandemia

Pesquisa

Vendas de máquinas de café dispararam-portugal-mileniostadium
Só na Black Friday, segundo dados da GfK, venderam-se mais de 28 mil máquinas de café Foto: DR

Com o anúncio da proibição da comercialização ao postigo, no âmbito do estado de emergência, a procura pelos equipamentos aumentou. Cápsulas dominam o mercado.

Mais de sete milhões de portugueses têm máquinas de café em casa e a pandemia é responsável pelo aumento de 200% do mercado online desde março passado, especialmente das cápsulas. Este ano, bastou o anúncio da proibição de venda de café ao postigo e as buscas por sistemas de consumo em casa tornou a disparar.

“Comparando o início desta semana com o mesmo período da semana anterior, houve um aumento de 46% na procura por café (cápsulas, moído, grão) no nosso website”, adiantou fonte do portal Kuanto Kusta. “O dia com maior procura foi o dia 20 de janeiro (dois dias depois da proibição de vendas ao postigo)”, acrescentou. No que se refere a máquinas, o pico da procura foi no mesmo dia: “A procura por máquinas de café seguiu a mesma tendência, embora com um crescimento menos pronunciado (cerca de 24%)”, adiantou.

Na pesquisa do portal que permite comparar preços, “a preferência está dividida entre máquinas de cápsulas ou máquinas com moinho integrado”, mas na hora de comprar “a escolha recai principalmente sobre as máquinas de cápsulas”.

Os dados da consultora GfK confirmam a preferência dos consumidores. Nas vendas online, entre março e dezembro passados, as máquinas de café tiveram um aumento de 199,4%, ficando-se apenas por 14,8% nas lojas físicas. Entre as máquinas vendidas, 75,1% eram de cápsulas. A procura foi constante ao longo do ano, com picos em março e abril, e manteve-se elevada nas primeiras duas semanas deste ano. Na última Black Friday, segundo dados da GfK, venderam-se mais de 28 mil máquinas, num valor global próximo de dois milhões de euros.

“Em 2020, as vendas da categoria de café em marca própria cresceram a um ritmo muito acelerado. Em março, registámos crescimentos acima dos 50% em todas as referências da marca Continente”, revelou fonte da marca de hipermercados. “No total do ano, vendemos mais de 120 milhões de cápsulas de café de marca Continente”, acrescentou, confirmando que as cápsulas compatíveis com Nespresso, Dolce Gusto e Delta Q estão incluídas naquela contabilidade. Nas primeiras semanas deste ano, acrescentou a mesma fonte, já se registam “crescimentos acima dos 75%”.

A Associação dos Industriais do Café refere que a proibição de venda ao postigo veio dar “mais uma” machadada aos cafés e restaurantes, já afundados pelas quebras de 2020 na faturação. “Percebo que se proíba o consumo ao postigo, mas não se poder vender em take-away é um grande revés e não faz sentido”, defendeu Cláudia Pimentel, secretária-geral da associação. “Há torrefatores em sérias dificuldades, porque produziam para o canal Horeca [hotéis, restaurantes e cafés] e estão com uma quebra brutal”, acrescentou.

Café mais caro

Os dados da associação, fornecidos pela empresa de estudos de mercado Euromonitor, apontam para uma percentagem de 77% de portugueses com máquinas de café em casa.

Por isso, completam os dados da Nielsen, a consultora que acompanha os consumos dos portugueses, o mercado do café em casa cresceu mais em valor (30%) no ano passado, para 377,6 milhões de euros, do que em quantidade (+15%, 15,3 milhões de quilos vendidos). Nos cafés e misturas solúveis, o crescimento foi moderado (+16%) em torno de 71 milhões de euros e 4,8 toneladas.

JN/MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

 

Quer receber a edição semanal e as newsletters editoriais no seu e-mail?

 

Mais próximo. Mais dinâmico. Mais atual.
www.mileniostadium.com
O mesmo de sempre, mas melhor!

 

SUBSCREVER