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Vacinação das crianças deve começar pelos de 11 anos e ser descendente, diz Costa

milenio stadium - antonio costa
O primeiro-ministro António Costa participa na apresentação de Medidas para uma Transição Energérica Justa, um programa de apoio e de compensações aos trabalhadores e às regiões afetadas pelo encerramento de unidades de produção energética a partir de combustíveis fosseis, como a Central do Pego em Abrantes que termina oficialmente hoje o contrato de produção de energia, Abrantes, 30 de novembro de 2021. PAULO CUNHA /LUSA

 

O primeiro-ministro António Costa disse, esta quarta-feira, que “provavelmente” a vacinação das crianças, que ainda aguarda uma norma da Direção-Geral de Saúde, deve começar pelas de 11 anos e, depois, ir descendo paulatinamente até aos meninos de 5 anos.

A revelação do primeiro-ministro foi feita no programa “Casa Feliz” da SIC onde António Costa disse que, antes de avançar com este processo – cuja data de arranque ainda não foi apontada – é preciso que a DGS defina qual será o intervalo de dias entre a primeira e a segunda toma para garantir que o país terá doses pediátricas em número suficiente para assegurar que as crianças fazem a vacinação completa no tempo definido.

“Isso é fundamental para saber qual é o primeiro dia da vacinação”, disse o primeiro-ministro, atirando mais explicações para a conferência de imprensa que está agendada para sexta-feira por parte do Ministério da Saúde e da coordenação do processo de vacinação.

“No final desta semana haverá apresentação do coronel Penha Gonçalves de qual vai ser o programa e o calendário de vacinação. Provavelmente vamos começar pelos de 11 anos e depois vamos descendo até aos cinco anos. E temos de combinar isso com a disponibilidade das doses, temos cerca de 600mil crianças para serem vacinadas, temos 700 mil vacinas que chegarão até ao final de janeiro, temos também já compradas as segundas doses, vão só definir o intervalo entre a primeira e a segunda dose que ainda não foi definido pela DGS. É fundamental definir qual será o primeiro dia de vacinação das crianças para assegurar que temos vacinas para a sequência normal da vacinação”, disse.

O primeiro-ministro insistiu na importância de também as crianças serem vacinadas, lembrando que “há crianças que estão internadas”, mas admitiu que os pais possam ter dúvidas e sugeriu que as tirem junto dos pediatras dos seus filhos.

“Estado não obriga ninguém”

“O Estado não vai obrigar ninguém a ser vacinado”, disse, insistindo nos efeitos que a infeção entre as crianças também tem para a sociedade. “Uma criança infetada tem um efeito muito nocivo para o conjunto da sociedade porque implica uma interrupção do seu processo de aprendizagem, isolamento de toda a turma, até às vezes o isolamento da própria escola quando são pequenas ou têm irmãos em várias salas”, disse.

“Já tivemos dois anos letivos com perturbações e isso é mau para o desenvolvimento das crianças, é um enorme problema para a organização das famílias e a prazo para a sociedade. Estamos este ano letivo e o próximo com um programa forte de recuperação de aprendizagens mas obviamente que esse esforço de recuperação é prejudicado quando uma turma vai para casa, portanto e todas as organizações internacionais OMS, a Agência Europeia do Medicamento, as autoridades de saúde são todas unânimes em relação à vacinação”, disse.

António Costa lembrou que a vacinação é “própria para crianças” e que as primeiras 300 mil doses chegam na próxima terça-feira. “É uma vacina muito testada, há países onde já estão a ser vacinadas e isso é muito importante para proteger as crianças”, disse, lembrando que a infeção “não é leve para todas”.

“Façam auto-testes antes do Natal!”

Já quanto à testagem antes dos encontros familiares do Natal, o primeiro-ministro apelou a que as famílias o façam. “Sim, acho que é muito importante. Logo quando anunciei as medidas que entraram em vigor no dia 1 apelei a todas as famílias para que, antes de se juntarem, façam pelo menos um autoteste”, disse, lembrando que apesar do elevado nível de vacinação, mesmo com a terceira dose, “cada vez há mais pessoas que, estando infetadas, não têm qualquer sintoma e estão à vontade, correndo o risco de contaminar os seus familiares. Portanto, pelo menos um autoteste que todos façam antes de se sentarem, de se juntarem para a consoada e o dia de Natal de forma a termos um Natal seguro”, disse, afastando a necessidade de mais medidas restritivas.

António Costa voltou a insistir na importância das medidas preventivas pro parte de cada um. “Primeiro os cuidados individuais: mais máscara, mais desinfetante nas mãos. Em segundo lugar, quem precisa da terceira dose, tomar e depois testar, testar, testar. Lembram-se que no princípio da pandemia a OMS lançou como mensagem que o grande objetivo era testar, testar, testar. E hoje temos de fazer isso outra vez”, disse.

JN/MS

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