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Ucrânia propôs neutralidade em troca de acordo internacional, Moscovo recusou

milenio stadium - turquia Russia and Ukraine delegations meet in Turkey
A handout photo made available by the Ukrainian Presidential Press Service shows Turkish President Erdogan (C, back) addressing the Russian (L) and Ukrainian (R) delegations before their talks, at Dolmabahce Palace in Istanbul, Turkey, 29 March 2022. Delegations from Russia and Ukraine are due to resume face-to-face talks in Istanbul on the day. EPA/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT — BEST QUALITY AVAILABLE — MANDATORY CREDIT: UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE — HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

 

A Ucrânia propôs adotar uma posição de neutralidade permanente em troca de garantias de segurança que prevejam, além de um cessar-fogo, um tratado internacional assinado por vários países. Moscovo recusou a proposta.

O negociador e conselheiro presidencial ucraniano destacou, esta terça-feira, algumas das questões que foram discutidas de forma “intensiva” na nova ronda de negociações, já terminada, entre a Rússia e a Ucrânia, em Istambul. “A chave é o acordo sobre garantias de segurança internacional para a Ucrânia. Só com este acordo podemos acabar com a guerra como a Ucrânia precisa”, asseverou Mykhailo Podolyak, remetendo para uma posição de longa data do governo ucraniano segundo a qual Kiev adotaria uma posição de neutralidade permanente – não se juntaria a alianças militares nem hospedaria bases militares – no caso de ter garantias de segurança.

A delegação ucraniana quer um tratado internacional assinado por um conjunto de garantes de segurança e apontou vários países – Reino Unido, China, Estados Unidos, Turquia, França, Canadá, Itália, Polónia e Israel – como preferidos para atuarem como tal. Alguns deles “já deram autorização”, mas a proposta não foi aceite por Moscovo. “Passámo-la para o lado russo. Vamos esperar pela resposta”, disse um membro da delegação ucraniana, David Arahamiya, citado pela BBC.

A proposta, que também previa um período de consulta de 15 anos sobre a posição da Crimeia, só entraria em vigor apenas no caso de um cessar-fogo que permitisse a resolução de todos os problemas humanitários.

“Se conseguirmos consolidar estas disposições-chave, e para nós isso é o mais fundamental, então a Ucrânia estará em condições de realmente fixar a sua posição atual como neutra e não-nuclear. Não hospedaremos bases militares estrangeiras no nosso território e não faremos alianças político-militares. Exercícios militares no nosso território serão realizados com o consentimento dos países garantidores”, acrescentou o também negociador ucraniano Oleksander Chaly.

Para os negociadores ucranianos, há material suficiente nas atuais propostas ucranianas para justificar uma reunião entre Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, apontaram os negociadores, remetendo para a Rússia uma resposta.

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