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Quim: “Com o Benfica de Braga, o Liverpool terá facilidade em ganhar”

milenio stadium - quim - benfica liverpool

 

Quim, antigo jogador das águias e da equipa que eliminou o Liverpool, em 2006, “acredita” na repetição da história, mas adverte para a existência de uma equipa menos “comprometida” no plano interno e reclama pela “união” demonstrada frente ao Ajax.

Esteve seis épocas de águia ao peito (184 jogos) e inclusive nos triunfos diante do Liverpool, em 2006. Quim, hoje, treinador de guarda-redes do Tirsense, crê que os encarnados podem repetir a história de sucesso dos oitavos de final da Liga dos Campeões, em 2006/07.

“Acredito … O favoritismo está todo do lado do Liverpool e os jogadores do Benfica têm de encarar o jogo como o fizeram com o Ajax, em Amesterdão. Uma equipa que lutou e correu unida em prol de um resultado positivo. Precisava de ganhar, sabia que podia fazer golos e os jogadores defenderam todos muito bem”, assumiu o antigo atleta em declarações ao JN.

Apesar desta visão, o atual técnico alerta para os perigos e sintomas evidenciados pelo conjunto no contexto interno. “Vemos um Benfica na Champions de forma diferente do da Liga. Acho que os jogadores são mais comprometidos. E tem de passar por ai. Se é um Benfica igual ao de Braga, o Liverpool terá facilidade em ganhar”, sentenciou.

Mais de dezasseis anos depois do duplo duelo com os britânicos, Quim relembra contexto e as semelhanças com o atual panorama. “Já na altura o Liverpool era uma grande equipa, campeão europeu em título, e o favoritismo era total. Vencemos o jogo em casa, já na parte final, e depois, em Anfield, o sofrimento foi total. Mas jogamos em contra-ataque e fizemos dois grandes golos. Fomos felizes. Ninguém estava à espera. E, talvez, só mesmo nós dentro de campo e o Benfica (clube) acreditaria que havia qualidade para vencer”, recordou.

Numa viagem no tempo, admite que o ceticismo também envolve o duelo de hoje. “Da mesma forma, neste jogo, se calhar ninguém crê que o Benfica possa fazer algo. Porém, dentro do balneário, todos acreditam na qualidade e darão o melhor para dar uma alegria aos benfiquistas, na Luz, Não é fácil, o Liverpool é uma das melhores equipas do mundo, mas o jogo pode cair para qualquer dos lados”, sublinha.

Por outro lado, rejeita qualquer comparação entre as formações separadas por quase duas décadas de evolução do jogo. “Hoje é um pouco diferente, é mais físico. Olhamos para o Liverpool, em todos os aspetos, e, na minha opinião, está nas três melhores equipas do mundo. No Benfica, na altura, havia jogadores que podiam decidir, casos de Simão e Miccoli. Agora, também vemos Darwin e Rafa, atletas tecnicamente fortes e que podem fazer um golo a qualquer momento”, acentua.

Noutro âmbito, rejeita a projeção percentual do sucesso, preconizada por Nelson Veríssimo. “Não digo 50/50, mas que existem possibilidades. Ter um bom resultado, neste jogo, seria importante para galvanizar o plantel, o grupo e encarar o duelo de Anfield, e todos sabemos a dificuldade de ali jogar, sem tanta pressão. Perdendo aqui será muito difícil vencer lá”.

E o que seria um bom resultado hoje ? “Não perder. E temos o exemplo do encontro do Ajax. O 0-0 ou empate com golos seria bom “, refere.

E qual é a melhor estratégia ? Jogar de forma defensiva ou apostar numa luta aberta e corajosa. “Não digo para jogar olhos nos olhos. Mas dou sempre o exemplo do segundo encontro com o Ajax. E recordo a estratégia que pressupõe, acima de tudo, defender bem e não sofrer golos nos primeiros minutos, além de sair no contra-ataque. O Liverpool mete muitos jogadores na frente de ataque e poucos atrás. O Benfica tem elementos rápidos no contra-ataque que podem fazer golos”, sublinhou.

JN/MS

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