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Primeira-ministra da Estónia: “Putin vai testar a UE e teremos de resistir”

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Estonian Prime Minister Kaja Kallas takes part in a debate on Europe security following Russian invasion of Ukraine, during a plenary session at the European Parliament in Strasbourg, eastern France on March 9, 2022. (Photo by Frederick FLORIN / AFP)

 

Kaja Kallas, eleita há pouco mais de um ano como chefe de Governo da Estónia, salienta a necessidade de a Europa não recuar perante a invasão russa à Ucrânia. Num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a filha de uma antiga deportada pelo então regime soviético pediu uma postura firme da União Europeia (UE).

“Isto é uma situação de longa duração [guerra na Ucrânia]. A paz não vai aparecer amanhã. O presidente Putin virá testar-nos e teremos de resistir”, disse Kaja Kallas, no início de um debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre o papel da Europa num Mundo em mudança, depois da invasão do território ucraniano pelas forças militares russas.

A governante da Estónia recordou a história da sua família para evidenciar a solidariedade dos Estados-membros, perante as “atrocidades” resultantes da guerra. A avó e a mãe de Kaja Kallas foram deportadas para a Sibéria pelo regime de Estaline, que governou a URSS entre 1922 e 1953. “Desconhecidos ajudaram a minha mãe quando era ainda bebé”, afirmou.

À semelhança de outros líderes europeus, também a primeira-ministra da Estónia salientou que a UE não está contra a Rússia, mas sim contra o regime do presidente russo Vladimir Putin. “Temos esperança de uma Rússia democrática, regida pelo Estado de direito”, apontou.

Kallas salientou a urgência da Europa não depender energeticamente da Rússia e “adotar uma postura no plano de defesa”, referindo que 2% do Produto Interno Bruto dos Estados-membros deve ser um “requisito mínimo” em gastos com a defesa. Tal como já anunciou a Alemanha.

A Ucrânia, diz, “quer assumir o seu lugar” junto da União Europeia. “Está a lutar por si e pela Europa”, concluiu a chefe de Governo da Estónia.

Joseph Borrell, chefe de diplomacia da UE, revelou no mesmo debate a aprovação de mais sanções a oligarcas russos e a três bancos da Bielorrússia. Após 24 de fevereiro, dia da invasão da Ucrânia, o alto representante para os Negócios Estrangeiros e Políticas de Segurança, assume que a Europa “devia ter sido” mais rápida a agir.

“Devemos aceitar algumas críticas. Os tempos exigem uma postura firme e temos de estar prontos para respeitar o respetivo preço”, referiu, nomeadamente problemas no abastecimento de energia, o fluxo de refugiados e a fragmentação da economia mundial.

O número de pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia ultrapassou os 2,1 milhões, de acordo com a Organização das Nações Unidas, em apenas 12 dias. A Polónia continua a ser o país que mais recebe refugiados.

JN/MS

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