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Não vacinados podem originar novas vagas de covid-19 no Inverno

 

 

MILENIO STADIUM - Coronavirus vaccination in The Netherlands
epa09826323 A vial of Novavax’s COVID-19 vaccine Nuvaxovid at GGD Utrecht in Nieuwegein, The Netherlands, 15 March 2022. The vaccine is intended for adults who have not yet been vaccinated against the coronavirus and who object to the so-called mRNA vaccines that are used as standard. EPA/JEROEN JUMELET

 

A Comissão Europeia alertou hoje para “possíveis crises” no inverno com novas vagas de covid-19, numa altura em que 100 milhões de pessoas na União Europeia (UE) não estão vacinados ou estão parcialmente e quando chegam refugiados ucranianos.

“Mais de 72% da população total da União Europeia recebeu a vacinação primária completa e mais de metade recebeu uma dose de reforço”, mas “mais de 100 milhões de europeus ainda não estão vacinados ou estão apenas parcialmente vacinados”, disse hoje a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Intervindo no Conselho de Ministros da Saúde da UE sobre a situação humanitária e sanitária na Ucrânia e também consagrado à covid-19, a responsável europeia pela tutela alertou que “a pandemia ainda está na Europa e as infeções estão novamente a aumentar”, pelo que os Estados-membros têm de “estar preparados para possíveis crises”.

“Temos de ter em conta os pedidos de cautela dos especialistas. A covid-19 ainda não terminou e a Ucrânia e o afluxo de milhões de pessoas [que chegam à UE] trazem uma camada adicional de urgência ao nosso trabalho para assegurar a sua proteção com a vacinação”, vincou.

Exortando os ministros europeus da tutela a preparar já o próximo outono e inverno, nomeadamente aumentando as taxas de vacinação anticovid-19, Stella Kyriakides alertou que “não há lugar para a complacência”.

“Muitos de vós estão a transitar para uma nova fase, uma possível fase endémica do vírus e a levantar as restrições ainda existentes e isto é compreensível porque as pessoas estão cansadas e as economias estão esgotadas”, mas “temos de ter cuidado ao levantar as restrições demasiado depressa”, disse Stella Kyriakides, dirigindo-se aos ministros europeus.

E pediu: “Temos de aumentar as taxas de vacinação que, em combinação com a imunidade natural de infeções passadas, nos levará de volta a uma normalidade sustentável”.

“Não podemos abrandar neste esforço e quanto mais aumentarmos a cobertura vacinal, mais pacífico será o próximo inverno”, salientou.

Até agora, a UE doou mais de 400 milhões de doses de vacinas anticovid-19 a países de todo o mundo, além de exportar mais de metade da sua produção.

Ainda assim, a cobertura vacinal em continentes como África, um dos principais destinos das vacinas doadas pela UE, situando-se agora em 14,9% de pessoas com esquema vacinal completo e 5,3% parcialmente vacinadas, com grandes diferenças entre países.

“A oferta global de vacinas aumentou agora ao ponto de haver relativamente pouca procura não satisfeita [pelo que] a capacidade de absorção e a procura por parte dos países beneficiários é também um problema”, apontou ainda Stella Kyriakides.

Defendo a vacinação anticovid-19 como “ferramenta número um no combate à pandemia”, a comissária europeia garantiu que a UE continuará a “mostrar a sua solidariedade, aqui na Europa e com os nossos países parceiros em todo o mundo”.

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