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Coreia do Norte terá falseado lançamento de míssil para “reforçar lealdade” do povo

MILENIO STADIUM - TOPSHOT-NKOREA-MILITARY-MISSILE
TOPSHOT – This picture taken on March 24, 2022 and released from North Korea’s official Korean Central News Agency (KCNA) on March 25, 2022 shows North Korean leader Kim Jong Un (C) walking with North Korean military personnel during the test launch operation of what state media reports a new type inter-continental ballistic missile (ICBM), the Hwasongpho-17 of North Korea’s strategic forces in an undisclosed location in North Korea. (Photo by various sources / AFP) / South Korea OUT / —EDITORS NOTE— RESTRICTED TO EDITORIAL USE – MANDATORY CREDIT “AFP PHOTO/KCNA VIA KNS” – NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS – DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS / THIS PICTURE WAS MADE AVAILABLE BY A THIRD PARTY. AFP CAN NOT INDEPENDENTLY VERIFY THE AUTHENTICITY, LOCATION, DATE AND CONTENT OF THIS IMAGE — /

 

A Coreia do Norte falsificou o lançamento de um novo tipo de míssil balístico, apelidado por analistas de “míssil monstro”, acusaram militares de Seul. Teste seria, na realidade, o mesmo míssil balístico intercontinental que Pyongyang disparou em 2017.

Na sexta-feira passada, a Coreia do Norte anunciou ter testado com sucesso um Hwasong-17 – um míssil balístico intercontinental de longo alcance – que analistas dizem que pode ser capaz de transportar várias ogivas e que foi apresentado pela primeira vez num desfile militar em 2020.

O teste deixou o Mundo em alerta, mas o Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse, em declarações à AFP, que Seul e Washington já concluíram que o lançamento era, na verdade, de um Hwasong-15, um míssil balístico intercontinental que Pyongyang testou em 2017. Ambos os mísseis podem atingir o território continental dos EUA.

Na semana passada, tanto Seul como Tóquio confirmaram que o míssil voou mais alto e durante mais tempo do que qualquer teste anterior. Porém, analistas apontaram posteriormente para discrepâncias nos relatos da Coreia do Norte.

Porque mentiria a Coreia do Norte?

O falso anúncio terá sido uma tentativa de Pyongyang de compensar um lançamento fracassado em 16 de março, quando um míssil, que analistas concordaram ser o Hwasong-17, explodiu logo após o lançamento. De acordo com o site especializado “NK News”, com sede em Seul, os destroços do teste caíram dentro ou perto de Pyongyang, cujos céus foram tingidos por uma bola de fumo vermelho.

“Os moradores de Pyongyang devem ter ficado chocados” com o lançamento fracassado e isso pode ter afetado a opinião pública do regime de Kim Jong-un, disse o sul-coreano Ha Tae-keung, do Partido do Poder Popular (PPP), da oposição conservadora. “A Coreia do Norte queria reforçar a lealdade dos cidadãos antes do Dia do Sol, classificando Kim Jong-un como um líder capaz de uma potência militar”, concordou o analista Yang Moo-jin à AFP, referindo-se ao aniversário de nascimento do líder fundador Kim Il Sung em 15 de abril.

Ainda assim, para Kim Dong-yup, da Universidade de Estudos Norte-coreanos, o lançamento mostrou um progresso significativo em relação ao último lançamento de um míssil balístico intercontinental. “É definitivamente uma versão atualizada”, referiu.

Esta não seria a primeira vez que a Coreia do Norte fabricaria progresso no desenvolvimento de armas: tentou fingir o sucesso de um teste de míssil balístico lançado com um submarino em janeiro de 2016 usando imagens de vídeo alteradas.

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