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África do Sul anuncia pico de infeções entre crianças

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A health worker prepares a malaria vaccination for a child at Yala Sub-County hospital, in Yala, Kenya, on October 7, 2021. – World Health Organization (WHO) approved using the malaria vaccine, Mosquirix, on children between 5-month to 5-year old in sub-Saharan Africa and other parts with moderate to high malaria transmission after the malaria vaccine implementation programme (MVIP) in Ghana, Kenya, and Malawi since 2019. (Photo by Brian Ongoro / AFP)

 

A África do Sul registou um pico de infeções entre crianças, que ainda não se sabe se está relacionado com a nova variante do coronavírus, a ómicron, segundo as autoridades sanitárias.

Nas admissões hospitalares, “estamos a assistir a um aumento bastante grande em todos os grupos etários, e particularmente nas crianças com menos de cinco anos”, disse a especialista em saúde pública do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD), Wassila Jassat.

“A incidência nos menores de cinco anos é agora a segunda maior, logo atrás dos maiores de 60 anos”, declarou a especialista numa conferência de imprensa.

O número de casos positivos também está a aumentar entre os jovens de 10-14 anos, sendo que um terço da população sul-africana tem menos de 18 anos. Os cientistas sugerem várias razões possíveis.

Os menores de 12 anos não são elegíveis para a vacina na África do Sul, e é possível que, se as crianças não forem vacinadas e os pais não forem vacinados, toda a família seja infetada, explicou Jassat.

Na província de Gauteng, o coração da África do Sul com a metrópole económica de Joanesburgo e a capital administrativa Pretória, o vírus está, atualmente, a espalhar-se mais rapidamente do que em qualquer outro momento da pandemia, declarou a Chefe de Saúde Pública do NICD, Michelle Groome.

“Os dados preliminares sugerem que a ómicron é mais contagiosa”, afirmou.

Os cientistas sul-africanos relataram, quinta-feira, que a hipótese de apanhar covid-19, apesar dos anticorpos de uma primeira infeção, era três vezes maior com a variante ómicron, em comparação com as variantes Delta ou Beta.

Embora os pacientes tenham geralmente sintomas mais ligeiros, Groome disse que os casos mais graves não são esperados durante mais quinze dias.

Na quinta-feira, a África do Sul registou 11.535 novos casos, principalmente em Gauteng. Isto é cinco vezes superior ao número de casos da semana passada, quando cientistas sul-africanos alertaram o resto do mundo para a existência de uma nova variante.

O número de novos casos de covid-19 em África mais do que duplicou na última semana, muito devido ao aparecimento da nova variante do SARS-CoV-2 na África do Sul, anunciou o África CDC.

Na sua conferência de imprensa semanal a partir de Adis Abeba, o diretor do Centro de Controlo e Prevenção e Doenças da União Africana (África CDC), John Nkengasong, disse que o continente regista até sexta-feira um total acumulado de 8,6 milhões de infetados com o coronavírus, ou seja 3,3% dos casos a nível global.

No total, 223 mil pessoas morreram com a covid-19, o que representa 4,3% das mortes a nível mundial.

Na última semana, África registou 938 novas mortes, menos 8% do que as 1.015 da semana passada.

Apesar de a nível geral os números não terem mudado significativamente, com os cinco países mais populosos de África – África do Sul, Marrocos, Tunísia, Líbia e Etiópia – a representarem 61% dos casos no continente, o responsável admitiu que a situação com a nova variante “está a mudar rapidamente”.

Além da África do Sul, que detetou na semana passada a nova variante, outros três países já registaram casos da ómicron: Botsuana, Nigéria e Gana.

JN/MS

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