Madeira

Albuquerque desafia Rio e manda deputados absterem-se no Orçamento do Estado

Caso não exista uma improvável reviravolta de última hora, alterando a realidade que marcou os últimos dias, os deputados do PSD eleitos pela Madeira vão abster-se na votação na generalidade do Orçamento do Estado, agendada para amanhã. Uma posição garantida por fontes directamente ligadas ao processo que, todavia, asseguram que, na discussão da especialidade, o sentido de voto dependerá directamente dos resultados alcançados, dossier a dossier, a favor ou não dos interesses da Madeira.

Esta posição, que é contrária àquela já assumida pelo presidente Rui Rio – que disse que o PSD Nacional votaria contra o OE, nesta fase da votação na generalidade – espelha mais uma discrepância entre o PSD/Madeira e o PSD nacional, justificada, pelas fontes social-democratas da Madeira ouvidas pelo DIÁRIO, na medida em que “o mais importante é orientar o sentido de voto não em função de interesses partidários mas, sim, em função do interesse superior da Região”.

Uma posição que foi publicamente assumida por Miguel Albuquerque por ocasião do jantar de Natal do PSD/Madeira, a 7 de Dezembro, passado. Na altura, deixou claro: “O Orçamento do Estado pode depender apenas de uma coisa: é das justas reivindicações da Madeira serem satisfeitas pelo Poder Central. Nós temos que olhar para o Orçamento em função dos interesses da Região e nós confiamos, como sempre dissemos, a nossa votação em função daquilo que são os legítimos direitos do povo madeirense. O mesmo é dizer que se a concretização das nossas reivindicações estiver assegurada, nós não temos qualquer problema em aprovar o Orçamento de Estado para 2020”.

Miguel Albuquerque reforçou ainda esta ideia: “Em primeiro lugar está a Madeira, estão os madeirenses e porto-santenses, em segundo lugar está a nossa autonomia política, em terceiro lugar está a defesa do nosso desenvolvimento e, só em quarto lugar, está a defesa do Partido, quer no quadro nacional, quer no quadro regional”.

Acresce referir que o secretário-geral do PSD/M, José Prada, também alinhou pela mesma bitola, inclusive na passada terça-feira, quando, na leitura das conclusões da primeira reunião da Comissão Política do PSD/Madeira, foi instado a comentar o sentido de voto: “Como já foi dito várias vezes pelo PSD/Madeira, primeiro é a Madeira e só depois é que é o Partido. Primeiro os interesses dos Madeirenses e Porto-Santenses e só depois o Partido. Isto tudo será analisado para determinar o nosso sentido de voto. Poderá ser a favor, abstenção ou contra, será decidido conforme as matérias em causa (…) Conforme as reivindicações que foram feitas, não é de agora, não é de um ano, nem há dois anos, há muito tempo pelo PSD/M, continuamos a bater e a insistir nas nossas reivindicações para bem da Madeira e é disso que dependerá o nosso sentido de voto”.

Com esta decisão de mandar os três deputados se absterem amanhã, Miguel Albuquerque endurece o duelo mantido com Rui Rio, já ‘quente’ devido ao universo de militantes madeirenses que o PSD nacional reconhece apto para votar nas directas de sábado. Sérgio Marques, Sara Madruga da Costa e Paulo Neves sujeitam-se a procedimento disciplinar por irem votar contra a orientação de voto imposta pela direcção nacional do partido.

Para além das abstenções confirmadas de PCP, Bloco de Esquerda, ‘Os Verdes’ e o PAN, António Costa conta também com os ‘desalinhados’ do PSD-M. O OE já tinha passagem garantida mesmo antes da decisão do líder do PSD-M.

DN Madeira

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DN Madeira

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