Açores

PPM quer extinção do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do Governo dos Açores

O PPM apresentou um projecto de resolução a propor a extinção do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS) do Governo dos Açores, alegando ser “um entrave ao funcionamento democrático da região”, com “despesas que não param de aumentar”.
“Considero que o gabinete é neste momento muitíssimo prejudicial ao funcionamento da democracia nos Açores. O GACS não serve para agilizar o fornecimento de informação aos jornalistas e o que vejo é que serve é para tentar manipular a informação e condicionar a informação que é prestada”, apontou Paulo Estêvão, o deputado do PPM no parlamento regional.
O parlamentar falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, na delegação da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, onde acrescentou que “nenhum órgão de comunicação social, quer público, quer privado, está em condições de concorrer com o GACS”.
O gabinete, acrescentou, “funciona com meios e recursos que mais ninguém tem na região e condiciona a forma como a informação é disponibilizada”.
Segundo o deputado monárquico, “de acordo com números conhecidos até 2016, o Governo gasta mais de meio milhão de euros no âmbito do funcionamento do gabinete”.
“O GACS atingiu em 2016 uma despesa de 503.991,85 euros. Isto significa que a despesa com esse serviço aumentou 52,8% em apenas sete anos, tendo em conta que em 2009 a despesa do GACS se cifrava em 329.861,23 euros”, lê-se no projecto de resolução que o PPM entregou ontem no parlamento dos Açores, a recomendar ao Governo Regional a extinção daquele gabinete.
O deputado do PPM nos Açores disse também ter feito contas em relação “à soma das despesas dos assessores de imprensa que estão colocados nas diversas Secretarias do Governo Regional”, o que totaliza “mais meio milhão de euros”.
“É um investimento enorme do Governo Regional para controlar informação” acusou Paulo Estêvão, afirmando ainda que “a fiscalização parlamentar da actividade do GACS é muito difícil, porque aquele gabinete não torna pública a sua actividade, assim como as suas despesas”.
O deputado do PPM referiu também que desde que está no parlamento açoriano, tenta, há 11 anos, “fiscalizar as contas do GACS e também a contratação e a disponibilização do seu quadro de pessoal”, mas “os sucessivos requerimentos parlamentares nunca são respondidos no período legal” que o Governo tem, de 60 dias.
“Ultimamente voltei a apresentar um requerimento sobre as despesas do GACS em 2017 e em 2018”, explicou, frisando que “o Governo ainda não respondeu e ainda não disponibilizou esses dados”.

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