Açores

Hospital de Ponta Delgada está a cancelar cirurgias

Nos últimos dias têm chegado ao nosso jornal relatos de cancelamentos de cirurgias no Hospital de Ponta Delgada por falta de vagas na Unidade de Cuidados Intensivos, comprometendo os objectivos do hospital.

Remetemos à Administração daquela unidade algumas perguntas sobre esta situação e eis as respostas.

Confirma-se que nos últimos dias tem havido cancelamentos de cirurgias electivas no HDES (Hospital Divino Espírito Santo) por motivo de necessidade de realização de cuidados do foro intensivo a alguns doentes, com utilização do recobro do bloco operatório, por falta de vagas para os mesmos na Unidade de Cuidados Intensivos?

Confirma-se que desde há cerca de uma semana as Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios têm estado sob pressão pelo elevado número de situações críticas a necessitar de intervenção dessas unidades, durante este período.

Algumas das situações resultaram de transferências de outras ilhas, assim como do fluxo turístico (2 estrangeiros mais 6 doentes de outras ilhas).

Nestes casos, e de acordo com as normas de contingência da maior parte dos hospitais e do HDES em particular (visto ser hospital de fim de linha, sem possibilidade de transferir doentes para outras unidades a não ser para o continente), esgotados os recursos das unidades de cuidados intensivos, as unidades de recobro pós operatório são utilizadas para compensar essa sobrecarga, nomeadamente de doentes críticos do foro cirúrgico.

Isto obriga a reajustamentos quer dos recursos humanos, quer técnicos, quer dos próprios agendamentos das cirurgias programadas, salvaguardando-se sempre as cirurgias de urgência e as cirurgias urgentes programadas

Há quanto tempo decorrem estes cancelamentos? São cíclicos?

Já respondido. Nos períodos correspondentes à época da gripe já têm ocorrido. Contudo nos períodos de Primavera/ Verão, com o aumento do fluxo turístico, e associado ao período de férias e de maior complexidade e diferenciação de alguns tratamentos, nomeadamente cirúrgicos, é previsível que possam também ocorrer alguns “picos” que obriguem a reajustamentos na Instituição.

Em que medida estes cancelamentos comprometem os objectivos do HDES na actividade da cirurgia? Contribuem para o aumento das listas de espera?

As cirurgias que eventualmente sejam canceladas, são reprogramadas para os próximos dias em que seja possível, de acordo com a distribuição dos tempos operatórios das diversas especialidades.

O HDES necessita de mais blocos operatórios? Ou de mais pessoal que neles opera?

As salas de Bloco Operatório estão a ser usadas com taxas de ocupação na ordem dos 90% e de acordo com os Recursos Humanos e Técnicos existentes.

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Fonte
Diário dos Açores

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